
Kingdom of Rust
Depois de 4 longos anos o novo do “Doves” está no forno. Com lançamento marcado para o dia 6 de abril, o disco já vazou na internet e como eu não aguentava mais esperar, ouvi.
O sucessor do ótimo “Some Cities” demorou muuuito pra ser gravado, principalmente pelo fato de um dos integrantes da banda ter virado papai durante os ensaios e gravações.
O hiato da banda serviu para, além de deixar alguns fãs loucos, mudar um pouco a sonoridade do trio. Em “Kingdom of Rust”, seu quarto álbum de estúdio, eles soam mais pesados e usam mais elementos eletrônicos do que de costume, o que de certa maneira colabora com uma primeira impressão não muito boa.
A primeira música do disco, “Jetstream” soa parecida demais com “New Order”, e não, isso não é um elogio. Não entendam mal, as músicas não são ruins, pelo contrário. O problema é que “Doves” não é bom, é “do caralho”, e não dá pra esperar menos que isso. As quatro primeiras faixas soam como se a banda estivesse fazendo um grande esforço para encontrar o tom do disco. É exatamente nesse momento que surge “10:03″. A mistura perfeita entre melancolia e peso marca a tranformação de “Kingdom of Rust” em um grande álbum.
Depois de “10:03″, “The Greatest Denier” e “Birds Flew Backwards” preparam terreno para a espetacular sequência de “Spellbound”, “Compulsion” (com uma linha de baixo simplesmente sensacional) e “House of Mirrors”, a música mais rock’n roll já gravada pelos caras. Se você realmente gosta de música existe uma grande chance de que não consiga parar de ouvir essas músicas até ter um treco. “Lifelines”, uma power balad de deixar qualquer Gallagher verde de inveja, fecha com chave de ouro um dos melhores discos da banda.
Apesar do começo vacilante, “Kingdom of Rust” tem algumas das melhores músicas já gravadas pelo “Doves” e já é favorito, apesar de ainda estarmos em Abril, à melhor disco do ano.

